sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Entrevista de Rafael Fernandes ao Regional de Notícias

"As eleições de 2016 tem que ser uma construção coletiva. Temos o desafio de construir uma cidade menos desigual, onde nossos jovens tenham emprego e a perspectiva de construir sua vida aqui, sem precisar se mudar para uma cidade maior e distante. Uma Tapes em que nossos empreendedores tenham condições de desenvolver seus negócios plenamente. Onde o esgoto seja tratado e possibilite uma praia limpa para o veranista e para os turistas. Uma infraestrutura que seja planejada e uma gestão pública que funcione e não se resuma à cabide de empregos. É hora de alternância (na prefeitura) para o bem da cidade. Minha pré-candidatura tem o objetivo de dialogar com nossas lideranças sobre a forma como venceremos estes desafios e criaremos uma cidade com qualidade de vida, participação popular e cidadania".

Confira abaixo a íntegra da entrevista exclusiva do pré-candidato a Prefeito de Tapes pelo PSB, Rafael Fernandes, ao Jornal Regional de Notícias (Edição de 25 de fevereiro de 2015).



1 – Como surgiu a ideia de lançar sua pré-candidatura ao pleito de 2016?
O PSB – Partido Socialista Brasileiro,  que é o nosso Partido, está em construção em Tapes com uma proposta bem diferente dos demais partidos e diferente até do próprio PSB em outros locais. Nós temos a visão de que é preciso mudar a forma de fazer política e de que o atual modelo seguido pelos outros partidos está falido, por que afasta as pessoas da política. Queremos continuar crescendo como Partido, como tem acontecido desde 2012, mas não abrimos mão de duas ideias fundamentais: participação e cidadania. Isso reflete o tipo de filiado que queremos, o tipo de coligação que faremos, o tipo de projeto que defenderemos nas ruas e tipo de cidade que queremos que Tapes seja. Por isso, decidimos lançar uma pré-candidatura. Para romper com essa política antiga que é feita na cidade, que favorece poucos, que é dominada pelos ricos, onde a participação não é incentivada, que os jovens não tem espaço. Nossa visão é o oposto desta velha política e para que nossas ideias cheguem até a população temos que ter um candidato próprio, já que nenhum outro candidato levaria essa nossa mensagem.

2 – Faça um breve resumo de sua vida pública e política?
Quando mais jovem ocupei espaços políticos dentro do movimento estudantil, comandei um Diretório de Estudantes que representava mais de 17 mil alunos, mais que a população de Tapes. Fui assessor parlamentar e dirigente partidário desde os 18 anos. Sou concursado do Legislativo de Camaquã, a maior Casa política da região, função de que me licenciei em 2013. Tenho formação acadêmica em Gestão Ambiental e sou Especialista em Gestão Pública. Atualmente faço mais duas pós-graduações e mais uma graduação na minha área e sou consultor ambiental de Prefeituras da região, atuando pela minha empresa, que fundei em 2010. Ocupo a Presidência do PSB desde 2012, quando concorri a Vereador e fui o 7º mais votado de Tapes, mas a coligação não permitiu que eu fosse para Câmara e fiquei 1º suplente (faltaram 5 votos).

3 – Sua campanha já começou. Qual será um dos principais projetos que está defendendo para Tapes?
Estamos recém lançando nossa pré-candidatura para debater com outras lideranças e partidos. Temos muitos projetos inovadores para Tapes, entre eles destaco a necessidade de uma profunda reforma administrativa, com a valorização dos servidores concursados, que entraram pela porta da frente da Prefeitura. Temos que superar a Era da Administração Pública e passar a fazer Gestão Pública. Isso requer conhecimento, organização, planejamento e o trabalho com metas. Com uma Prefeitura que funcione bem internamente, os serviços públicos, que são medidos também pela satisfação da população, melhoram junto. Teremos uma saúde melhor, uma educação melhor, ruas mais bem cuidadas e desenvolvimento, com criação de empregos e geração e renda. Queremos que Tapes seja exemplo em participação popular, por isso vamos implantar o Orçamento Participativo, os Conselhos Comunitários para discutir as demandas do presente e do futuro da cidade e os chamados Espaços de Cidadania, que desenvolverão projetos sociais, culturais e esportivos. Entre nossas maiores prioridades também estará o Saneamento Básico, em que queremos tratar 100% do esgoto da área urbana de Tapes em até 8 anos. Isso é condição básica para que possamos preservar nosso patrimônio natural e desenvolver o turismo.

4 – Sobre possíveis partidos que podem se aliar ao PSB, já existem prováveis siglas ou tratativas?
As tratativas existem, mas dependem da consciência que estes partidos irão desenvolver sobre o futuro de Tapes. Estamos dialogando com os possíveis aliados. As eleições de 2016 tem que ser uma construção coletiva. É hora de alternância (na prefeitura) para o bem da cidade. Avalio que a atual administração – que começou com o prefeito Sylvio Tejada (PDT) há mais de 10 anos – não consegue oferecer serviços de qualidade. A cidade não tem obras por que há uma incapacidade de gestão para buscar os recursos estaduais e federais. Além disso, é hora de quem governa a prefeitura se abrir para as coisas que estão acontecendo no mundo, no Brasil e mesmo em Tapes. A cidade deve se abrir para a participação da população. O Prefeito não tem que governar somente para o povo, ele tem que governar também com o povo. Tu perguntas para todos que estão fora do Governo e para a população e te falam sobre tudo o que está errado, tudo o que reprovam nestes 10 anos de estagnação. Pergunta como mudar isso e são poucas respostas. Antes de ter aliados, temos que ter parceiros para desenvolver um Projeto de mudança e de inovação. Torço todos os dias para que os demais partidos discutam com a gente como vai ser a Tapes de 2035, de 2050. Que vejam que é preciso mudar o rumo das coisas e que para isso temos que ter um diálogo mais aberto sobre o futuro.

5 – Em sua opinião, o que pode mudar os rumos na política de Tapes, visto que historicamente, a disputa ao Poder Executivo Local é vencida por partidos tradicionais como o caso do PDT e PP?
Os partidos são tradicionais não apenas por que são grandes partidos, como o caso do PP e do PDT. Mas por que insistem em fazer política como se fazia no século passado. É preciso que as lideranças políticas se conectem numa nova realidade em que a informação está mais presente, graças talvez à internet. Em que existe controle direto da população sobre os gastos públicos e onde o eleitor está ficando mais inteligente. É preciso dar respostas para os desafios de transformar a cidade num espaço com qualidade de vida. A mudança da nossa política e a superação dos partidos tradicionais passa justamente por aquilo que o PSB não abre mão: participação e cidadania.

6 – Expresse as considerações que julgares importantes?
Gostaria de refletir com todas as lideranças que querem melhorar a cidade de Tapes: 2016 será um ano de mudanças. Temos o desafio de construir uma cidade menos desigual, onde nossos jovens tenham emprego e a perspectiva de construir sua vida aqui, sem precisar se mudar para uma cidade maior e distante. Uma Tapes em que nossos empreendedores tenham condições de desenvolver seus negócios plenamente. Onde o esgoto seja tratado e possibilite uma praia limpa para o veranista e para os turistas. Uma infraestrutura que seja planejada e uma gestão pública que funcione e não se resuma à cabide de empregos. Minha pré-candidatura tem o objetivo de dialogar com nossas lideranças sobre a forma como venceremos estes desafios e criaremos uma cidade com qualidade de vida, participação popular e cidadania.